Exposição A RARET

16/07/14

A exposição “A RARET” chegou ao fim, iniciou-se a sua desmontagem e a entrega dos materiais aos respetivos donos. Em nome da Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo, agradeço a cedência de todos materiais.

Aqui ficam algumas fotos para registo.








Convite Exposição RARET

19/08/13

Sábado dia 24 de Agosto, pelas 17h no Museu Etnográfico da Glória do Ribatejo, inauguração da exposição "RARET". Apareçam

Exposição "RARET"

14/08/13

Este ano a exposição temática organizada pela Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo é dedicada à RARET.

Exposição 2013 - A RARET

06/06/13


A Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo, vai organizar uma nova exposição que vai inaugurar em Agosto por altura das Festas da Glória. A temática da exposição é dedicada à RARET.

Em 1951 é instalado na Glória do Ribatejo, o maior complexo emissor europeu da «Rádio Europa Livre» - A RARET: RAdio RETransmission, que tinha como principal função transmitir através de ondas de rádio o denominado «American way of life», para os países de Leste.

A Glória do Ribatejo era à época uma pequena aldeia rural, possuía uma posição geográfica privilegiada, estava situada apenas a cerca de 70km de Lisboa, era uma zona de baixo-relevo, óptima para a transmissão de ondas de rádio e acima de tudo devido ao seu isolamento provocado pela falta de uma eficaz rede viária, era um local discreto que não chamava a atenção, reunia as condições para a instalação deste posto de retransmissão.

A RARET foi uma instituição que muito contribuiu para o progresso social, cultural e económico da Glória. Empregou mão-de-obra local, desenvolveu esforços para a instalação da rede eléctrica e de água, asfaltou a estrada de ligação à Glória, cooperou para a criação da Junta de Freguesia, doou terrenos onde se edificaram por exemplo a Casa do Povo ou a Junta de Freguesia, auxiliou pobres e os mais carenciados com a distribuição de um bodo pelo Natal, construiu um posto médico onde gerações e gerações de glorianos nasceram, edificou a escola industrial, que permitiu que muitos glorianos prosseguissem o estudos

Numa época marcada pelo confronto de dois blocos ideologicamente distintos e opostos, Americanos e Soviéticos entretinham-se a divulgar a sua ideologia e propaganda política. No meio destas colossais potências, estava a Glória do Ribatejo que teve um papel importante e determinante neste conflito da guerra fria que marcou o século XX.

A exemplo dos anos anteriores, a ADPEC solicita a melhor colaboração na cedência de objectos, materiais ou objectos ligados à RARET. Para mais informações contactar: robertocaneira@hotmail.com



A vindima

21/05/13


A vindima é actualmente o único tipo de trabalho que mobiliza grandes ranchos de mulheres glorianas. As fotos que foram incluídas na exposição foram tiradas na Rodrifrutas que tem propriedades no Cadafais (Alenquer).
Um agradecimento especial à Carla Pirralha pela ajuda na recolha destas fotografias.



Painel A apanha do tomate

19/05/13


A apanha do tomate também é abordado na exposição.
Trata-se de um tipo de trabalho que mobilizava grande mão-de-obra gloriana, nomeadamente mulheres e alguns jovens que aproveitavam as férias do Verão, para “trabalhar à caixa” e assim amealhar algum dinheiro. Era trabalho feito manualmente que exigia grande esforço, contudo a partir de meados da década de 90, a mecanização da apanha do tomate, vai reduzir drasticamente os ranchos de mulheres.





 

4.º Painel – O ciclo do arroz. A Glória do Ribatejo e o Júlio Pomar

15/05/13





 

Na década de 50 vários artistas e intelectuais neo-realistas, guiados por Alves Redol visitaram as lezírias ribatejanas, para observar os trabalhos nos arrozais. Esta experiência artística ficou conhecida como “O Ciclo do Arroz”, na qual participaram Alves Redol, Júlio Pomar, Cipriano Dourado entre outros.

Nestes arrozais encontravam-se trabalhadores glorianos que inspiraram o artista Júlio Pomar, que realizou várias pinturas tendo como base as glorianas que estavam nos arrozais.

As fotografias tiradas nesta altura e que serviram de apoio e inspiração a Júlio Pomar, atestam que são trabalhadores da Glória do Ribatejo.

3.º Painel – Os ranchos de trabalho


Grupo de mulheres com enormes sacos que continham o avio para as semanas de trabalho e homens com os alforges ao ombro, amotinavam-se no centro da Glória, e partiam a pé para os campos dos grandes proprietários agrícolas, que ficavam localizados na lezíria de Vila Franca de Xira, Almeirim, Foros de Benfica, entre outros locais.

A aldeia nesta altura ficava com uma aparência estranha de quase abandono, apenas ficavam os idosos já gastos para o trabalho, crianças de terna idade que ainda não tinham idade nem corpo para trabalharem, e os cingeleiros que constituíam uma classe à parte, com as suas juntas de bois trabalhavam para si.

Durante a sua estadia fora da terra ficavam alojados num quartel para trabalharem do nascer ao pôr-do-sol. A grande exigência dos ranchos da Glória era terem um quartel separado dos outros ranchos.

Quando ficavam nos campos, o único contacto que tinham com a Glória do Ribatejo, era feito por mantieiras. Eram mulheres destacadas para virem à Glória, cuja missão consistia em entregar a “jorna” aos familiares e “aviar o farnel” para levar. Na volta levavam também notícias dos familiares e uma ou outra novidade que tinham ocorrido na sua ausência.



                                          Rancho do Ti Xandrão
Rancho do Lopes e Lima